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Parque Nacional da Serra da Canastra
O Parque Nacional da Serra da Canastra é uma unidade de conservação federal de proteção integral localizada no sudoeste do estado de Minas Gerais, no Brasil. Administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o parque foi criado pelo Decreto nº 70.355, de 3 de abril de 1972, com o objetivo de proteger as nascentes do rio São Francisco, do rio Araguari e de tributários da bacia do rio Grande, além dos ecossistemas associados.
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Sobre Parque Nacional da Serra da Canastra
O Parque Nacional da Serra da Canastra é uma unidade de conservação federal de proteção integral localizada no sudoeste do estado de Minas Gerais, no Brasil. Administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o parque foi criado pelo Decreto nº 70.355, de 3 de abril de 1972, com o objetivo de proteger as nascentes do rio São Francisco, do rio Araguari e de tributários da bacia do rio Grande, além dos ecossistemas associados.
A unidade está inserida no domínio do Cerrado, com influência de formações associadas à Mata Atlântica, e abriga campos rupestres, campos limpos, campos sujos, cerrado sensu stricto, matas de galeria, matas ciliares e capões de mata. Entre seus principais atrativos naturais estão a nascente histórica do rio São Francisco e a cachoeira Casca d'Anta, uma das quedas d'água mais conhecidas da região.
== História ==
O Parque Nacional da Serra da Canastra foi criado em 1972 pelo Decreto nº 70.355, em uma área originalmente estimada em cerca de 200 mil hectares. Segundo o ICMBio, a área oficial atual da unidade é de 197.971,96 hectares.
A consolidação territorial do parque, porém, foi marcada por conflitos fundiários. A área de 71.525 hectares correspondente ao Chapadão da Canastra foi demarcada em 1977, enquanto a porção sul, conhecida como Chapadão da Babilônia, permaneceu por décadas com propriedades particulares e usos produtivos incompatíveis com a categoria de parque nacional. O Plano de Manejo Integrado do Fogo registra que, em outubro de 2022, cerca de 47% do parque estava sob domínio efetivo do ICMBio, enquanto o restante era formado por propriedades privadas, de populações tradicionais e de não tradicionais.
A revisão do plano de manejo da unidade foi aprovada pela Portaria ICMBio nº 2.801, de 11 de outubro de 2023, substituindo o plano anterior de 2005.
== Geografia e hidrografia ==
O parque situa-se no sudoeste de Minas Gerais e abrange partes dos municípios de São Roque de Minas, Sacramento, Delfinópolis, São João Batista do Glória, Capitólio e Vargem Bonita. A região é caracterizada por chapadões, escarpas, vales encaixados, afloramentos quartzíticos e numerosas cachoeiras.
A Serra da Canastra constitui uma zona de recarga hídrica regional. Suas áreas elevadas favorecem a infiltração e o armazenamento de água em aquíferos fissurais e rochas quartzíticas, influenciando tanto os fluxos superficiais quanto os subterrâneos. As nascentes do parque drenam para três grandes bacias hidrográficas: a do rio São Francisco, a do rio Grande e a do rio Paranaíba. A nascente histórica do rio São Francisco está localizada na área do parque, em São Roque de Minas.
== Clima ==
O clima regional é tropical, com duas estações bem definidas. A estação úmida ocorre entre outubro e março, com maior excedente hídrico entre dezembro e fevereiro. A estação seca ocorre entre abril e setembro, com déficit hídrico mais acentuado entre junho e agosto. A pluviosidade média anual varia de 1.000 a 1.500 mm, e as temperaturas médias oscilam entre cerca de 18 °C nos meses mais frios e 22 °C nos meses mais quentes.
== Biodiversidade ==
O Parque Nacional da Serra da Canastra está integralmente situado no Cerrado, um dos biomas brasileiros mais ameaçados, e protege formações campestres, savânicas e florestais. A proximidade com o domínio da Mata Atlântica faz com que parte das formações florestais apresente elementos florísticos associados a esse bioma.
Até a elaboração do Plano de Manejo Integrado do Fogo 2023–2026, haviam sido identificadas aproximadamente 1.635 espécies vegetais no parque, incluindo espécies endêmicas da unidade e do oeste e sudoeste de Minas Gerais. Entre elas, 61 eram consideradas ameaçadas de extinção. O parque também possui expressiva diversidade faunística, com registros de 646 espécies de invertebrados, 52 espécies de peixes, 67 espécies de répteis, 49 espécies de anfíbios, 405 espécies de aves e 96 espécies de mamíferos.
Entre as espécies de maior relevância para a conse
Fonte · licença CC BY-SA 4.0
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