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Forte do Gragoatá

Forte de São Domingos de Gragoatá, também referido apenas como Forte do Gragoatá, localiza-se num promontório rochoso na extremidade da antiga praia de São Domingos, atual bairro do Gragoatá, na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

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Sobre Forte do Gragoatá

Forte de São Domingos de Gragoatá, também referido apenas como Forte do Gragoatá, localiza-se num promontório rochoso na extremidade da antiga praia de São Domingos, atual bairro do Gragoatá, na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

== Etimologia ==
O nome do bairro é uma referência a uma planta típica da região, o gragoatá ("Bromelia balansae"). A antiga praia de São Domingos, um extenso areal hoje cortado, ficou assim conhecida por uma primitiva capela ali erguida em 1652, sob a invocação de São Domingos, atual Igreja Matriz de São Domingos.

== História ==

=== Século XVII ===
Existem divergências entre os estudiosos acerca da data de início da sua primitiva fortificação:

Salvador Mata e Silva fixa-a em 1610, afirmando ser este o segundo forte mais antigo de Niterói, após a Bateria de Nossa Senhora da Guia, que remonta ao final do século XVI;
os arquivos relativos ao tombamento, no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, registram que um forte já existia em 1660, quando vários oficiais se dirigiram à Coroa Portuguesa, solicitando a sua conservação e reparação;
PIZARRO considera-o anterior a 1698, à vista da Carta-régia de 17 de novembro desse ano ("Memórias Históricas do Rio de Janeiro");
SOUZA (1885) considera-o contemporâneo à Bateria de Nossa Senhora da Boa Viagem, anterior a 1710 (op. cit., p. 108-109), no que é seguido por BARRETO (1958).
É correto supor que o atual forte remonte a uma bateria instalada a partir de 1696, pelo governador da capitania do Rio de Janeiro, Sebastião de Castro Caldas (1695-1697). Em posição dominante sobre um rochedo, cruzava fogos com a Bateria da Boa Viagem e com a Bateria da Ilha de Villegaignon. A Carta-régia de 17 de novembro de 1698 mandava pagar a Pedro Gomes e a Pedro de Barros as obras realizadas na Bateria de São Domingos (PIZARRO, 1945), obras essas que apresentando problemas estruturais já em 1701, necessitavam reparos, tendo o governador Francisco de Castro Morais (1699-1702), responsabilizado esses dois empreiteiros por "falsificação das obras que haviam feito".

=== Século XVIII ===
Não há informação se este forte secundou o fogo da Bateria da Boa Viagem ante a invasão do Rio de Janeiro pelo corsário francês René Duguay-Trouin em setembro de 1711.
Uma relação do governador Antônio de Brito Freire Meneses (1717-1719) informou a Lisboa que na Bateria de São Domingos contavam-se dez peças de ferro e 426 balas de diferentes calibres.
Em 1735 estava artilhada com 9 peças: 6 de 18 libras e 3 de 24 libras.
A posição consta na "Relação geral de todas as praças fortificadas em torno do porto e cidade do Rio de Janeiro", de autoria do Brigadeiro Engenheiro Jacques Funck (7 de outubro de 1768).
O "Relatório do Marquês de Lavradio, Vice-rei do Rio de Janeiro, entregando o Governo a Luiz de Vasconcellos e Souza, que o sucedeu no vice-reinado", datado do Rio de Janeiro em 19 de junho de 1779, informa: "Os pequenos redutos do Gravatá e Boa Viagem foram reedificados, que estavam inteiramente fora de serviço." (p. 427) (RIHGB, Tomo IV, 1842. p. 409-486.)
Em 1781, o seu armamento encontrava-se reduzido a 8 peças.
Encontra-se relacionado no "Mapa das Fortificações da cidade do Rio de Janeiro e suas vizinhanças", que integra as "Memórias Públicas e Econômicas da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro para uso do Vice-Rei Luiz de Vasconcellos, por observações curiosas dos anos de 1779 até o de 1789". Este segundo documento (mapas e tabelas) originalmente devia se encontrar em apenso ao "Relatório" de 1779.
Sob o governo do Vice-rei D. José Luís de Castro, 2° conde de Resende (1790-1801) tiveram lugar grandes transformações na estrutura do forte. À época o seu armamento ascendia a 9 peças: 5 de 25 libras, 3 de 18 e 1 de 3.

=== Século XIX ===
Durante o Período Regencial, o Decreto de 24 de dezembro de 1831 mandou desarmá-la. Em 1838, entretanto, encontrava-se artilhada com oito peças, e guarnecida por setenta praças, sob o comando do major Antônio Sale

Fonte · licença CC BY-SA 4.0

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