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Castelo da Ilha Fiscal

A Ilha Fiscal localiza-se no interior da baía de Guanabara, fronteira ao centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. A ilha tem notoriedade por abrigar o Palácio da Ilha Fiscal, ou Palacete Alfandegário da Ilha dos Ratos, mas popularmente chamado de "Castelinho", e o local onde foi celebrado o famoso baile da Ilha Fiscal, a mais dispendiosa e a maior festa promovida pelo Império do Brasil, celebração realizada na sexta-feira dia 8 de novembro, às vésperas do golpe de Estado cujo propósito era deposição do Imperador D. Pedro II e instauração de um regime republicano no país com a Proclamação da República do Brasil, em 15 de novembro de 1889. Atualmente o castelo da Ilha integra o Complexo Cultural da Marinha com um espaço cultural e museu, administrado pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.

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Sobre Castelo da Ilha Fiscal

A Ilha Fiscal localiza-se no interior da baía de Guanabara, fronteira ao centro histórico da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. A ilha tem notoriedade por abrigar o Palácio da Ilha Fiscal, ou Palacete Alfandegário da Ilha dos Ratos, mas popularmente chamado de "Castelinho", e o local onde foi celebrado o famoso baile da Ilha Fiscal, a mais dispendiosa e a maior festa promovida pelo Império do Brasil, celebração realizada na sexta-feira dia 8 de novembro, às vésperas do golpe de Estado cujo propósito era deposição do Imperador D. Pedro II e instauração de um regime republicano no país com a Proclamação da República do Brasil, em 15 de novembro de 1889. Atualmente o castelo da Ilha integra o Complexo Cultural da Marinha com um espaço cultural e museu, administrado pela Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha.

Originalmente denominada pelos portugueses como Ilha dos Ratos, o seu atual nome provém do fato de ali ter funcionado o posto da Guarda Fiscal, que atendia o porto da capital do Império, no século XIX.

No século XIX, o Conselheiro José Antônio Saraiva do Ministério da Fazenda, solicitou construir-se um posto alfandegário para o controle das mercadorias a serem importadas e exportadas pelo porto do Rio de Janeiro, então Capital do Império. A posição daquela ilha era bastante cômoda para os inspetores da Alfândega, devido à proximidade dos pontos de fundeio, sendo que o translado de mercadorias poderia ser executado em embarcações miúdas, sem grandes dificuldades.

A decisão da construção, assim como a do seu estilo arquitetônico, foram do Imperador D. Pedro II, tendo em conta não conflitar com a paisagem da Serra do Mar. À época, o Imperador teria afirmado: "A ilha é um delicado estojo, digno de uma brilhante joia".

Optou-se assim por um pequeno "château" em estilo gótico-provençal, inspirado nas concepções do Arquiteto francês Viollet-le-Duc, com projeto de autoria de Adolpho José Del Vecchio - então Engenheiro-Diretor de Obras do Ministério da Fazenda -, onde se destacavam as agulhas e as ameias medievais a adornar a silhueta da edificação.

O projeto de Del Vecchio foi contemplado com a Medalha de Ouro na exposição da Academia Imperial de Belas Artes, tendo apresentado a seguinte argumentação:

«A construção planejada, tendo de ser levantada isoladamente em uma ilha, projetando-se sobre um fundo formado pela caprichosa Serra dos Órgãos, encimada por vasto horizonte, e de frente para a entrada da baía, devia causar impressão agradável aos que penetrassem no porto, suficientemente elevada para que pudesse facilmente ser vista de qualquer ponto entre a mastreação dos navios, e prestar-se ao mesmo tempo à fiscalização do ancoradouro.»

Del Vecchio preocupou-se ainda com a ornamentação paisagística, tendo declarado em reunião no Ministério da Fazenda:

«Arrematei, por pouco tempo, na Praça do Mercado, certa quantidade de cocos da Bahia, já com os brotos, e fí-los transportar para a ilha e plantar em torno; os coqueiros virão dentro de breve prazo e não tardarão a dar frutos.»

Após a decisão do imperador na escolha do projeto para acolher a aduana, os recursos necessários destinados a execução foram liberados em partes e, em 16 de novembro de 1881, foi assente a primeira pedra dando início à sua construção. Após uma série de aterros de modo a aumentar a área de 4 400 m² para 7 000 m², e aplainar as elevações existentes ao preço de 40:5$500 (quarenta contos, cinco mil e quinhentos réis), foi iniciado o castelo.

A 27 de abril de 1889 foi inaugurado o edifício com a presença do Imperador, acompanhado de Gastão de Orleans, Conde d'Eu e brilhante comitiva; o translado do cais Pharoux foi realizado utilizando-se a famosa galeota de D. João VI.

Fonte · licença CC BY-SA 4.0

🗺️ Como visitar Castelo da Ilha Fiscal

Site oficial
www.mar.mil.br/dphdm/ilha/ilha.htm

Horário e preço mudam: confira no site oficial antes de ir.

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