Foto: Renardeau · CC BY-SA 3.0
Monumento · Rio de Janeiro - RJ
Sant'Ana
De acordo com os apócrifos, bem como a tradição cristã e islâmica, Santa Ana (ou Sant'Ana) era a mãe de Maria, a esposa de Joaquim e a avó materna de Jesus Cristo. A mãe de Maria não é nomeada nos evangelhos canônicos da Bíblia. Por escrito, o nome de Ana e o de seu marido Joaquim vêm apenas dos apócrifos do Novo Testamento, dos quais o Evangelho de Tiago (escrito talvez por volta de 150 d.C.) parece ser o mais antigo que os menciona. A mãe de Maria é mencionada, mas não nomeada, no Alcorão.
🗺️ Onde fica Sant'Ana
Sobre Sant'Ana
Santa Ana (ou simplesmente Sant'Ana) foi, de acordo com os apócrifos, bem como a tradição cristã e islâmica, a esposa de Joaquim, a mãe de Maria e avó materna de Jesus Cristo. Ela não é nomeada nos evangelhos canônicos da Bíblia. Por escrito, o nome de Ana e o de seu marido Joaquim vêm apenas dos apócrifos do Novo Testamento, dos quais o Evangelho de Tiago (escrito talvez por volta de 150 d.C.) parece ser o mais antigo que os menciona. A mãe de Maria é mencionada, mas não nomeada, no Alcorão.
Sabe-se muito pouco sobre Santa Ana. Sabe-se que esta era mãe de Maria de Nazaré, esposa de São Joaquim e avó de Jesus. Sabe-se também que esta teria após o nascimento da Virgem Maria tido mais uma ou duas filhas, pois Deus liberara após Joaquim ter ficado 40 dias no deserto. O nome dessas filhas são Maria Salomé e Maria de Cleofas.
Os dados biográficos que sabemos sobre os pais de Maria foram legados pelo Proto-evangelho de Tiago, obra citada em diversos estudos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Níssa.
Sant'Ana, cujo nome em hebraico significa graça, pertencia à família do sacerdote Aarão e seu marido, São Joaquim, pertencia à família real de Davi.
Seu marido, São Joaquim, homem pio, fora censurado pelo sacerdote Rubem por não ter filhos. Mas Sant’Ana já era idosa e estéril. Confiando no poder divino, São Joaquim retirou-se ao deserto para rezar e fazer penitência. Ali um anjo do Senhor lhe apareceu, dizendo que Deus havia ouvido suas preces. Tendo voltado ao lar, os dois esposos encontram-se na Porta Dourada de Jerusalém, e algum tempo depois, Sant’Ana ficou grávida. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que seria a Mãe de Jesus. Os autores medievais vêm no seu beijo casto no Encontro na Porta Dourada o momento da imaculada concepção de Maria. Segundo outras versões, preferidas pelos dominicanos e outros maculistas, não há nenhuma sugestão de que Maria tenha sido concebida de outra forma que não a biológica normal após o reencontro dos seus pais.
Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Sant'Ana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa "Senhora da Luz", passado para o latim como Maria. Maria foi oferecida ao Templo de Jerusalém aos três anos, tendo lá permanecido até os doze anos.
Pelo texto Caverna dos Tesouros, atribuído a Efrém da Síria, Ana (Hannâ) era filha de Pâkôdh e seu marido se chamava Yônâkhîr. Yônâkhîr e Jacó eram filhos de Matã e Sabhrath. Jacó foi o pai de José, desta forma, José e Maria eram primos.
São João Damasceno, ao escrever sobre o Natal, deixa claro que São Joaquim e Santa Ana são os pais de Maria.
A devoção aos pais de Maria é muito antiga no Oriente, onde foram cultuados desde os primeiros séculos de nossa era, atingindo sua plenitude no século VI. Já no Ocidente, o culto de Santana remonta ao século VIII, quando, no ano de 710, suas relíquias foram levadas da Terra Santa para Constantinopla, donde foram distribuídas para muitas igrejas do ocidente, estando a maior delas na igreja de Sant’Ana, em Düren, Renânia, Alemanha.
Seu culto foi tornando-se muito popular na Idade Média, especialmente na Alemanha. Em 1378, o Papa Urbano IV oficializou seu culto. Em 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de julho, e o Papa Leão XIII a estendeu para toda a Igreja, em 1879. Em França, o culto da Mãe de Maria teve um impulso extraordinário depois das aparições da santa em Auray, em 1623.
Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant’Ana, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria, mãe de Jesus.
Fonte · licença CC BY-SA 4.0
🗺️ Como visitar Sant'Ana
Horário e preço mudam: confira no site oficial antes de ir.
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