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Parque Estadual Ilha do Cardoso - Núcleo Marujá
O Parque Estadual da Ilha do Cardoso é um parque estadual paulista localizado na Ilha do Cardoso, no litoral sul do Estado de São Paulo, na divisa com o estado do Paraná, situando-se entre as coordenadas 48o05′42” W, 25o03′05” e 48o53′48”, 25o18′18” S, separada do continente pelo canal do Ararapira e Baia de Trapandé. Parque Estadual Ilha do Cardoso criado em 1962, em sua área, superior a 13 mil hectares ( 151km2), são encontrados diversos tipos de vegetação da Mata Atlântica, que proporcionam uma extraordinária variedade de ambientes e de grande diversidade biológica. Faz parte das Reservas de Mata Atlântica do Sudeste, tombadas como Patrimônio Mundial da UNESCO.
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Sobre Parque Estadual Ilha do Cardoso - Núcleo Marujá
O Parque Estadual da Ilha do Cardoso é um parque estadual paulista localizado na Ilha do Cardoso, no litoral sul do Estado de São Paulo, na divisa com o estado do Paraná, situando-se entre as coordenadas 48o05′42” W, 25o03′05” e 48o53′48”, 25o18′18” S, separada do continente pelo canal do Ararapira e Baia de Trapandé. Parque Estadual Ilha do Cardoso criado em 1962, em sua área, superior a 13 mil hectares ( 151km2), são encontrados diversos tipos de vegetação da Mata Atlântica, que proporcionam uma extraordinária variedade de ambientes e de grande diversidade biológica. Faz parte das Reservas de Mata Atlântica do Sudeste, tombadas como Patrimônio Mundial da UNESCO.
As principais vias de acesso, partindo-se de São Paulo, são a Rodovia BR-116 (Régis Bittencourt) até o o trevo de acesso ao município de Pariquera-Açu, distante cerca de 215 km da Capital. Deste trevo ruma-se para Pariquera-Açu e Cananéia pela Rodovia SP-222 e depois pela rodovia municipal até a cidade de Cananéia. Da cidade, o acesso a Ilha do Cardoso é feito por barcos particulares.
== História ==
A história do Parque Estadual da Ilha do Cardoso contém muitos aspectos peculiares. Pode-se citar que sua origem é fruto da solicitação e empenho do pesquisador e professor da USP, Paulo Duarte, cujo discernimento somado à vontade e ousadia, geraram condições para transformar a Ilha do Cardoso na primeira área insular especialmente protegida do Estado de São Paulo19. Segundo a mesma autora, o professor Paulo Duarte inseriu os seguintes objetivos de preservação em sua justificativa técnica para criação do Parque Estadual: conter as ações e os empreendimentos imobiliários iniciados na ilha, paralisar a exploração de sambaquis, da fauna e da flora; criar um parque natural, estabelecer uma base de estudos da Comissão de Pré-história e implantar uma estação de pesquisa do Instituto Oceanográfico da USP. O ofício estadual, encaminhado em 23 de junho de 1958 ao Presidente da República, Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira, solicitava que se declarassem protetoras as matas que revestiam a Ilha do Cardoso.
O Governador Carlos Alberto A. de Carvalho Pinto assinou o Decreto Estadual nº 40.319, em 03 de julho de 1962, transformando essa ilha fluviomarítima — dotada de excepcionais atributos naturais em Parque Estadual, na vigência da Constituição Federal de 1946 e do primeiro Código Florestal (Decreto Federal n.º 23.793, de 23 de janeiro de 1934)21. O parque possui cerca de 15.100 hectares.
As áreas antropizadas da Ilha do Cardoso somam, aproximadamente, 5% da sua extensão total. São ocupadas por comunidades caiçaras e indígena, e pela infraestrutura criada para a implantação do parque. A presença humana na Ilha é caracterizada por ocupantes, visitantes, pesquisadores e funcionários. Os ocupantes estão caracterizados em tradicionais (caiçaras), não tradicionais (veranistas e outros) e índios da etnia guarani-mbyá, perfazendo um total de cerca de 480 pessoas. As comunidades estão distribuídas pelas localidades de Marujá, Enseada da Baleia, Pontal de Leste, Foles, Cambriú, Itacuruçá, Pereirinha e os diversos sítios da face lagunar. As atividades de visitação e pesquisa são desenvolvidas nos Núcleos Perequê e Marujá.
Como aponta Parada (2001), as principais fontes de renda atuais dos moradores da Ilha do Cardoso são as atividades pesqueiras estuarina e costeira e as atividades vinculadas ao turismo. Dentre as atividades ligadas ao turismo destacam-se as ligadas à hospedagem (aluguel de casas, pousadas e área para acampamento), aos serviços de alimentos e bebidas (bares, restaurantes e comércio informal de doces e salgados), aos serviços gerais (caseiros, faxineiros e empregados do comércio alheio), aos serviços de transporte (barcos para passeio, traslado e aluguel de bicicletas) e aos serviços de lazer (monitoria ambiental e pesca amadora). As atividades secundárias são serviços gerais (pedreiros, cozinheiros, carpinteiros, carretos e faxineiras), artesanato e agricultura em caráter
Base: Wikipédia (CC BY-SA 4.0)
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