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Complexo Swift de Educação e Cultura
O Complexo Swift de Educação e Cultura é um conjunto de edifícios localizado às margens do Parque da Represa em São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Foi inaugurado em 14 de abril de 1944, como Companhia Swift do Brasil, e é composto por prédios destinados inicialmente ao armazenamento e seleção de grãos de algodão, milho e amendoim, e à extração do óleo em fornos de alta temperatura. As edificações seguiram o modelo das indústrias inglesas da sua época de construção.
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Sobre Complexo Swift de Educação e Cultura
O Complexo Swift de Educação e Cultura é um conjunto de edifícios localizado às margens do Parque da Represa em São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Foi inaugurado em 14 de abril de 1944, como Companhia Swift do Brasil, e é composto por prédios destinados inicialmente ao armazenamento e seleção de grãos de algodão, milho e amendoim, e à extração do óleo em fornos de alta temperatura. As edificações seguiram o modelo das indústrias inglesas da sua época de construção.
== História ==
Em 1942, a prefeitura de São José do Rio Preto, à época comandada por Ernani Pires Domingues, decide investir na industrialização. Uma concorrência pública é aberta para que uma empresa com capital mínimo de 9 mil contos de réis instalasse indústria na cidade. A Companhia Swift do Brasil vence. No mesmo ano começa a construir a fábrica. Após a crise do café na década de 1930, a região vivia da cultura algodoeira. Perfeito para uma empresa que produzia óleo de caroço de algodão. A Swift não veio sozinha. Com ela, indústrias como a Sanbra e a Reunidas Matarazzo também aportaram na cidade. São José do Rio Preto se tornava, novamente, ponto de concentração econômica.
A construção da fábrica foi empreitada pela firma paulistana JP Urner, fundada por Jonas Paul Urner. Era especializada em grandes construções para multinacionais. Entre suas obras estão as fábricas da Gessy Lever e Refinações de Milho Brasil. As máquinas foram instaladas pelo engenheiro dinamarquês Freddy Erik Larsen, que se apaixonou pela rio-pretense Delsy Sérgio e com ela se casou, fincando na cidade as suas raízes familiares. Com a vinda da Swift, São José do Rio Preto deixava de ser uma cidade comercial, em parte ainda movida pela atividade agrícola, para ganhar ares industriais.
O óleo bruto era recolhido pelos vagões da Estrada de Ferro Araraquara que iam até o seu interior através de um ramal feito para esta manobra, que facilitava o escoamento do óleo bruto e dos demais derivados. Os vagões eram engatados na composição e transportavam todo material. Em Campinas, o óleo bruto era refinado e depois de acondicionado em latas de 18 e de 1 litro retornavam ao interior. Do caroço de algodão, era produzido o óleo "A Patroa". Do amendoim, saía o óleo "A Dona". Duas marcas muito presentes nas cozinhas brasileiras nas décadas de 1940, 1950 e 1960. Os derivados extraídos, destinados à indústria pesada e à alimentação animal, eram exportados para a Rússia, Dinamarca, Alemanha e até a Sibéria, pelo porto de Santos. O material, ao sair de São José do Rio Preto, chegava em Santos exatamente no dia do embarque nos navios. Assim, não tinham despesas com estocagem, o que encareceria muito o produto.
A companhia gerou muitos empregos na cidade, criou uma nova opção para os pequenos produtores de algodão, amendoim e mamona que tiveram uma opção segura e rentável de investimento. A geração de empregos na região foi foco de muita alegria para os moradores. Na mesma época em que Getúlio Vargas instaurava as leis trabalhistas, a Swift trouxe trabalho com carteira assinada e horário definido para quase 300 rio-pretenses. Além disso, a produção de óleo de mamona incentivou os pequenos produtores a plantarem mamona, considerada uma cultura simples, de baixo custo e com facilidade no trato. A venda de suas safras ficava garantida. Se num primeiro momento, a empresa fabricou óleo de caroço de algodão, depois, se expandiu com a produção de óleo de mamona, e outros como o de amendoim e gergelim, aproveitando que a safra de tais produtos eram alternadas. A fábrica em São José do Rio Preto trabalhava por dia, sucessivamente, 60 toneladas de algodão, 400 toneladas de mamona e de 100 a 110 toneladas de amendoim, produzindo 31 a 32 % de óleo.
Em outubro de 1949, a fábrica parou por falta de matéria-prima. Os empregados foram dispensados, porém mantidos sete por hora e dois mensalistas.
Em dezembro de 1950, foi anunciada a reabertura marcada para janeiro de 1951, recebendo enormes filas de caminhões carregado
Base: Wikipédia (CC BY-SA 4.0)
🗺️ Como visitar Complexo Swift de Educação e Cultura
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