Museu · São José dos Campos - SP

Museu do Folclore

O Museu do Folclore de São José dos Campos é localizado dentro do Parque Municipal Roberto Burle Marx, conhecido popularmente como Parque da Cidade, atualmente considerado zona de preservação pelo fato de agregar bens de interesse histórico, cultural, arquitetônico, em São José dos Campos, São Paulo, no bairro Santana. É um espaço cultural que atualmente faz parte da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), sob a gestão do Centro de Estudos da Cultural Popular (CECP).

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Sobre Museu do Folclore

O Museu do Folclore de São José dos Campos é localizado dentro do Parque Municipal Roberto Burle Marx, conhecido popularmente como Parque da Cidade, atualmente considerado zona de preservação pelo fato de agregar bens de interesse histórico, cultural, arquitetônico, em São José dos Campos, São Paulo, no bairro Santana. É um espaço cultural que atualmente faz parte da Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), sob a gestão do Centro de Estudos da Cultural Popular (CECP).
Criado em 1987 pela Comissão Municipal de Folclore da FCCR, o Museu instalou-se pela primeira vez, de forma temporária, na Igreja São Benedito, na Praça Afonso Pena, em 1992, após anos de pesquisa de campo, a fim de dar importância para a cultura popular e o processo social da região. Cinco anos depois, em 1997, teve sua instalação permanente no Parque da Cidade, na antiga casa de Olivo Gomes.
O Museu do Folclore tem como objetivo de desenvolver, informar e valorizar o folclore da região de São José dos Campos, Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo.

== História ==
O Parque Municipal Roberto Burle Marx era, na década de 20, uma fazenda com área total de 960.000m². Em 14 de março de 1925, criou-se a Tecelagem Parayba, sendo os seus acionistas Ricardo Severo da Fonseca Costa e Carlos Leôncio de Magalhães, e como diretores o Dr. Paulo de Moraes Barros, Eduardo da Fonseca Costa e José Severo Dumont da Fonseca.
Por meio da Lei n° 164, de 15 de setembro de 1925, baseado na resolução de 1920, a Tecelagem Parahyba conseguiu uma série de isenções fiscais, como taxa de água e esgotos e impostos sobre automóveis.
A inauguração da fábrica ocorreu em 2 de julho de 1927. Nessa época, o Dr. Paulo de Moraes abandonou o cargo de diretor-presidente para assumir o cargo de deputado federal, sendo substituído pelo sr. Antonio de Almeida Braga, outro acionista.

Em 1929, com a quebra da Bolsa de Nova Iorque, que era referência aos preços da produção mundial, houve queda dos valores de produção no mundo todo, gerando problemas agravantes para a Tecelagem. Assim, em um curto espaço de tempo (entre 1929 e 1933), aconteceram diversas mudanças nos cargos de chefia que interferiam no controle da empresa, até que em 1933 Olivo Gomes assumiu a presidência da Tecelagem definitivamente.
Olivo Gomes, nesta época, comprou a Fazenda e a Tecelagem Parayba e morou com sua família na casa construída em 1920, que era chamada na época de "Casa da Gerência". Permaneceu nesta casa até a construção da residência principal, projetada por Rino Levi, em 1951, seis anos antes da morte de Olivo Gomes. Após a mudança para a nova residência, a "Casa da Gerência" tornou-se uma casa para hóspedes, amigos, empresários e parentes, recebendo o nome de "Casa Velha".
A Tecelagem controlava cerca de 70% do mercado nacional de cobertores de mantas na década de 1950 e 1960, exportando seus produtos para diversos países como Estados Unidos e com o famoso jingle "já é hora de dormir, não espere a mamãe mandar, um bom sono pra você e um alegre despertar". Nesse período, foram construídos diversas casas na Fazenda que hoje são considerados patrimônios da arquitetura, como o Galpão para Máquinas (1957), o complexo da Usina de Leite (1963), a Residência Carlos Millán (1951), o Hangar para Aviões (1965) e a Nasa Nova Aliança (1965) e foi executado o paisagismo da Residência Olivo Gomes, de autoria de Roberto Burle Marx (1966) e da já citada segunda casa de Olivo Gomes, conhecida como Residência de Olivo Gomes (1951), tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) em novembro de 2013, constada no Livro de Tombo Histórico na inscrição nº 408, p. 121.
Depois de anos em funcionamento, a Tecelagem entrou em crise e pediu seu primeira acordo para não declarar falência, hipotecando bens para adquirir empréstimos em 1982.
Em paralelo, no ano de 1986, criou-se a Comissão Municipal do Folclore da FCCR, formada por pesquisadores, educadores, agentes culturais e interes

Base: Wikipédia (CC BY-SA 4.0)

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