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Casa de Dona Yayá
A Casa de Dona Yayá é uma construção histórica na região da República, na zona central de São Paulo, e atualmente é administrada pelo Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo. Construída no final do século XIX, a casa é um símbolo da arquitetura eclética da região central paulistana, com características que simbolizam diferentes períodos da história da cidade dos últimos 100 anos. Considerado um dos últimos edifícios do cinturão de chácaras que contornava o centro da cidade no século XX, a casa apresenta, hoje, características atribuídas por quatro grandes reformas feitas por seus cinco diferentes proprietários ao longo dos anos.
- 📍 Bixiga
📍 Rua Major Diogo, 353, São Paulo - SP
🗺️ Onde fica Casa de Dona Yayá
Rua Major Diogo, 353
Sobre Casa de Dona Yayá
A Casa de Dona Yayá é uma construção histórica na região da República, na zona central de São Paulo, e atualmente é administrada pelo Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo. Construída no final do século XIX, a casa é um símbolo da arquitetura eclética da região central paulistana, com características que simbolizam diferentes períodos da história da cidade dos últimos 100 anos. Considerado um dos últimos edifícios do cinturão de chácaras que contornava o centro da cidade no século XX, a casa apresenta, hoje, características atribuídas por quatro grandes reformas feitas por seus cinco diferentes proprietários ao longo dos anos.
Sebastiana de Melo Freire (Mogi das Cruzes, 21 de janeiro de 1887 - São Paulo, 4 de setembro de 1961), mais conhecida como Dona Yayá, foi uma brasileira, parte de uma das mais importantes famílias do interior paulista. Obteve uma trajetória de vida repleta de tragédias. Após o falecimento de seus pais e irmãos, herdou a fortuna da família, porém logo desenvolveu uma doença mental que a impediu de coordenar ou desfrutar de seus bens, se manteve reclusa em sua casa no bairro paulistano do Bixiga, da mocidade até seu final de vida, aos 74 anos, quando termina a linhagem dos Melo Freire. Sem filhos ou entes próximos, ela obteve sua herança tida abandonada e todos os seus bens foram concedidos à Universidade de São Paulo.[1]
José Maria Tulon foi o primeiro proprietário do terreno e o responsável pela construção de um chalé de tijolos que hoje sustenta a parte central da casa. Comprada em 1888 por Afonso Augusto Milliet, a construção passou por uma intensa reforma, que colocou algumas das primeiras características estilístico-arquitetônicas que a levariam a ser tombada pelo Condephaat, Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, em 1998. Entre 1902 e 1919, o edifício ganha contornos neoclássicos em uma reforma promovida pelo proprietário João Guerra.
A maior importância histórica da construção se dá, no entanto, por ser um símbolo de como pacientes de doenças mentais eram tratados no início do século XX. Entre os anos de 1921 e 1961, a propriedade foi adquirida pelos cuidadores de Sebastiana de Mello Freire, a Dona Yayá, única herdeira de um rico empresário da região de Mogi das Cruzes e julgada aos 31 anos como alguém incapaz de administrar sua fortuna por "sofrer das faculdades mentais". Ao longo dos 40 anos em que passou enclausurada na propriedade, Dona Yayá viveu em quartos reformados para que não pudesse abrir as janelas pelo lado de dentro e com pequenos buracos por onde suas refeições eram passadas. Seu único acesso ao ar livre era por meio de um solário, construído em 1952. Dona Yayá morreu em 1961, aos 74 anos, deixando sua propriedade e sua fortuna, sem herdeiros. Depois da morte da proprietária, o local permaneceu fechado até 1991, quando o Centro de Preservação Cultural da Universidade de São Paulo iniciou uma série de manutenções e reparos das características históricas da construção que é, hoje, sede da instituição.
== História ==
=== Antes de 1888: propriedade de José Maria Tulon ===
O pequeno chalé inicial sob o terreno de então 30.000 m², cujas características podem ser observadas ainda hoje na parte central da casa, foi um dos primeiros a ser construído na região do Bixiga. Ele é evidenciado pelas cimalhas de tijolos recortados e pelos pilares que delimitam o perímetro da construção. Não existem, no entanto, registros da propriedade antes do ano de 1888. Sabe-se que ela pertencia a José Maria Tulon pelo contrato de venda a Afonso Augusto Milliet, no qual a propriedade é citada pela primeira vez.
=== 1888-1902: propriedade de Afonso Augusto Milliet ===
Afonso Angusto Milliet, o segundo proprietário do local, foi o responsável por uma reforma que transformou o chalé em uma casa típica do século XIX. Uma sala de visitas foi adicionada à porção sul da casa, ligada por um corredor à sala de jantar com vista para o pomar. A sala de j
Base: Wikipédia (CC BY-SA 4.0)
🗺️ Como visitar Casa de Dona Yayá
- Endereço
- Rua Major Diogo, 353, São Paulo - SP
- Bairro
- Bixiga
Horário e preço mudam: confira no site oficial antes de ir.
🍽️ Onde comer perto de Casa de Dona Yayá
A pé daqui, do mais próximo para o mais distante.
🅿️ Onde estacionar
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Ponto de táxi: Ponto de táxi Francisca Miquelina 1224 (270 m) · Ponto de táxi 1296 (340 m)
📍 Perto de Casa de Dona Yayá
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