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Casa do Sítio da Ressaca
A Casa do Sítio da Ressaca é uma construção em estilo bandeirista, remanescente do período colonial brasileiro, localizada no distrito do Jabaquara, na Zona Sul da cidade de São Paulo. Situada no antigo caminho para Santo Amaro, a casa foi construída em 1719, como pode ser atestado por inscrições encontradas na porta principal e nas telhas. Algumas de suas telhas são ainda originais e trazem inscrições do século XVIII, como a data de fabricação e o nome do oleiro. As portas e batentes, em canela preta, também são originais.
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Sobre Casa do Sítio da Ressaca
A Casa do Sítio da Ressaca é uma construção em estilo bandeirista, remanescente do período colonial brasileiro, localizada no distrito do Jabaquara, na Zona Sul da cidade de São Paulo. Situada no antigo caminho para Santo Amaro, a casa foi construída em 1719, como pode ser atestado por inscrições encontradas na porta principal e nas telhas. Algumas de suas telhas são ainda originais e trazem inscrições do século XVIII, como a data de fabricação e o nome do oleiro. As portas e batentes, em canela preta, também são originais.
O nome do sítio se deve, provavelmente, ao Córrego da Ressaca, também chamado Fagundes e Ressaca, que banhava seus arredores. Construída em taipa de pilão, a casa adota uma planta assimétrica, não muito comum nas residências bandeiristas. É dotada de janelas e portas com vergas laterais, enquanto o telhado cai em duas águas.
A casa era usada até 1969, quando foi desapropriada para a construção do metrô. Tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (CONDEPHAAT), a Casa Sítio da Ressaca foi restaurada em 1978 sob o compromisso da Empresa Municipal de Urbanização (EMURB) e foi reinaugurada em 1979. Em 1986 sofreu um pequeno incêndio fazendo com que a casa voltasse a sua restauração durante 1987. O local voltou a passar por novas restaurações em 1988, 1990, 2002 e 2023.
Ainda em 2002 a Casa do Sítio da Ressaca foi ocupada pelo Acervo da Memória e do Viver Afro-Brasileiro. Atualmente contém exibições e atividades focadas à memória afro-brasileira e desde 1990, integra o Centro Cultural do Jabaquara, abrigando eventos, exposições e também a Biblioteca Municipal Paulo Duarte.
== História ==
O Sargento-Mor Lopes de Medeiros foi o primeiro proprietário do Sítio da Ressaca, à época chamado de Sítio Piranga. O sítio foi vendido para o Capitão Manual de Avilla, e em 1700 foi revendido para o capitão Agostinho de Macedo. A sede do sítio, a Casa que ainda encontra-se na região e que foi tombada, teria sido construída em 1719, sugestão feita a partir do número “1719” gravado no batente da porta principal. As telhas da casa constam também o ano em que foram fabricadas (1713, 1714 e 1716). Há registros de que Maria Vasconcellos, neta do Governador da Capitania de São Vicente Capitão-Mor Antônio Aguiar Barriga, teria mandado construir uma casa naquela região, mas não há indícios de que se esta seria a mesma casa que permanece até hoje no Jabaquara.
O nome "Ressaca" aparece pela primeira vez em 1780, registrado por Teresa Paula de Jesus Fernandes, proprietária do imóvel, que pedia a medição e demarcação do Sítio da Ressaca, com 500 braças de testada e meia légua para o sertão nas primeiras 200 braças, e de uma légua para o mesmo sertão nas restantes. A demarcação, assim, chegaria às terras de Padre Domingos Gomes de Albernáz. Para que a medição fosse feita, Teresa Paula de Jesus Fernandes reuniu títulos antigos, na qual constava que o Sargento-Mor Lopes de Medeiros foi, assim, o proprietário original do sítio da Ressaca antes de 1700. Teresa Paula de Jesus Fernandes doou parte das terras para o preto forro Francisco Raposo, vendeu outra parte ao Padre Félix José de Oliveira, e outra à Beata Úrsula.
Em 1827, o Sítio da Ressaca pertencia ao Padre Vicente Pires da Motta, que o vendeu, naquele ano, para Jorge Heath. O sítio foi revendido para Guilherme Hopkins e posteriormente revendido para Henrique Henriqueson. Em 1853, a casa foi adquirida por Francisco Antônio Mariano. A viúva de Mariano, Dona Justina Mariano Peruche, vendeu o sítio a um de seus filhos, Felício Antônio Mariano Fagundes, que uniu o Sítio da Ressaca, o Sítio Simão e o Sítio Olho D’água sob a mesma denominação, “Ressaca”. De 1860 a 1900, o sítio pertenceu a Felício A. Mariano Fagundes, e com a morte deste, seus herdeiros repartiram a propriedade. A parte que continha a casa foi vendida em 1908 para Antonio Cantarella, responsável pela urbanização do bairro Jabaquara, e foi um sítio familiar até 1969. Nesta ocasião houve nova divisão da área, com um
Base: Wikipédia (CC BY-SA 4.0)
🗺️ Como visitar Casa do Sítio da Ressaca
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Horário e preço mudam: confira no site oficial antes de ir.
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