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Fundação da Cidade de São Paulo
Fundação de São Paulo é um óleo sobre tela de Oscar Pereira da Silva com medidas de 185 x 340 cm. A pintura faz parte do acervo do Museu Paulista desde 1929 e retrata uma cena idealizada sobre a fundação da capital paulista pelos padres Manuel da Nóbrega, Manuel Paiva e Anchieta.
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Sobre Fundação da Cidade de São Paulo
Fundação de São Paulo é um óleo sobre tela de Oscar Pereira da Silva com medidas de 185 x 340 cm. A pintura faz parte do acervo do Museu Paulista desde 1929 e retrata uma cena idealizada sobre a fundação da capital paulista pelos padres Manuel da Nóbrega, Manuel Paiva e Anchieta.
O projeto foi iniciado em 1903, mas a obra só foi concluída em 1907, mesmo ano em que foi exposta pela primeira vez. O pintor optou por retratar o momento da fundação da cidade de São Paulo porque o estado vivia, naquele início do século XX, uma extrema exaltação da história paulistana como essencial para o desenvolvimento nacional. Além disso, São Paulo vivia um grande crescimento econômico em razão da exportação do café, dando mais oportunidades no campo artístico.
O objetivo de Pereira da Silva era vender a obra para o estado, o que foi feito em 1910. Hoje, ela está na sala "Imaginar o Início", na exposição “Imagens Recriam a História” do Museu Paulista.
== Descrição do quadro ==
Na tela se vê representada um evento religioso do qual participam um grupo de padres e diversos índios. Eles se encontram em uma espécie de clareira elevada em relação aos demais planos da pintura. O local é a Vila de Piratininga, nome original para onde foi iniciada a edificação da cidade de São Paulo, próxima ao Rio Tamanduateí (no terceiro plano no canto esquerdo da tela), que corta a região leste da cidade de São Paulo, próximo à área metropolitana.
O grupo católico, que se encontra no centro do quadro, é composto pelos padres Manuel da Nóbrega (figura central), Manuel Paiva e Anchieta e eles benzem os índios e o local onde se dá a construção de uma igreja de mateira e folhas de bananeira (terceiro plano à direita). Eles vestem trajes brancos e carregam uma bíblia e demais objetos da sacristia. O principal, Manuel da Nóbrega, está de pé e usa uma estola dourada. É ele quem comanda a missa. Acompanhando os padres, na pintura encontram-se dois bispos de preto, um deles segura uma cruz e o outro abençoa uma criança indígena. Atrás do grupo, no terceiro plano e na região direita da tela, há ainda um altar com velas e uma cruz alta. e a construção de uma igreja de madeira e folhas de bananeira.
Os índios, por sua vez, dispersos ao redor do grupo, usam vestes e adornos típicos do grupo e carregam consigo lanças ou arco e fechas, mesmo que nenhuma das armas esteja apontada em direção aos europeus. A grande maioria deles está ajoelhada ou sentada assistindo aos padres. Poucos estão de pé. Entre o grupo de índios há um líder, que se encontra de pé na parte central e esquerda do quadro. Além daqueles que já estão no local do evento, outros dois índios caminham em direção a clareira.
== Contexto ==
Na virada do século XIX para o século XX, São Paulo vivia uma época economicamente favorecida pelo cultivo do café para exportação em razão do declínio da produtividade nas fazendas do Vale do Paraíba. A produção no Oeste Paulista ganhou força e São Paulo foi nomeada a segunda maior cidade do País. Devido a ascensão econômica dos paulistanos, um dos campos que também cresceu foi o artístico, refletindo no crescente número de exposições. Pensando nas oportunidades de reconhecimento na cidade, Oscar Pereira da Silva, artista formado pela Academia Imperial de Belas Artes, deixou o Rio de Janeiro, onde fez sua última exposição depois de voltar dos estudos em Paris, para lecionar no colégio Liceu de Artes e Ofícios na capital paulista. Em São Paulo, Oscar começou a ser notado pelos jornais, ganhou espaço em exposições e, então, passou a realizar obras por encomenda de órgãos públicos, instituições privadas e pessoas físicas. Ele teve duas obras compradas e expostas no Museu Paulista -- Desembarque de Pedro Àlvares de Cabral em Porto Seguro em 1500 e Guerreiro Carajá, preparando o terreno para a grande obra que seria a Fundação de São Paulo.
O pintor optou por retratar esse momento da história pois, aliado ao crescimento econômico e cultural da cidade, estava em voga um movimento de exa
Base: Wikipédia (CC BY-SA 4.0)
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