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Inundação da Várzea do Carmo

O quadro Inundação da Várzea do Carmo, pintado por Benedito Calixto em 1892, é um óleo sobre tela de 125 centímetros de altura por 400 centímetros de comprimento. Ele retrata, em grandes dimensões e com riqueza de detalhes, o centro de São Paulo no fim do século XIX, pouco antes da modernização paulista por conta do comércio voltado ao café. Nele, um problema recorrente da época: a cheia do Rio Tamanduateí, e seu transbordamento, que atinge uma área de grande importância econômica. Por suas dimensões e detalhes, a obra é considerada um documento iconográfico da cidade.

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Sobre Inundação da Várzea do Carmo

O quadro Inundação da Várzea do Carmo, pintado por Benedito Calixto em 1892, é um óleo sobre tela de 125 centímetros de altura por 400 centímetros de comprimento. Ele retrata, em grandes dimensões e com riqueza de detalhes, o centro de São Paulo no fim do século XIX, pouco antes da modernização paulista por conta do comércio voltado ao café. Nele, um problema recorrente da época: a cheia do Rio Tamanduateí, e seu transbordamento, que atinge uma área de grande importância econômica. Por suas dimensões e detalhes, a obra é considerada um documento iconográfico da cidade.
O quadro faz parte do acervo do Museu Paulista da Universidade de São Paulo, ou Museu do Ipiranga.

== Descrição ==
A obra é uma visão panorâmica, vista de uma colina, provavelmente da região do Pátio do Colégio, no centro de São Paulo. Calixto detalha minuciosamente a época de cheia da Várzea do Carmo, mostrando a presença do Rio Tamanduateí no cotidiano da cidade, retratada em pleno funcionamento. É importante frisar que, mesmo a cidade sendo retratada ativamente, o pintor é conhecido por registros documentais, por meio de pinturas históricas, o que significa que seus quadros normalmente não possuem movimento, são "paralisados" em um determinado momento. É como se a pintura fosse, na realidade, uma fotografia. Há grande preocupação com o realismo, uma tentativa de reconstruir o lugar e o momento retratado.

No primeiro plano, casas, árvores, plantas e, à esquerda, um mercado, que hoje é o Mercado Municipal de São Paulo. Este é representado ativo, com barracas, pessoas, cavalos e carroças. Mais uma vez, apesar desse funcionamento, pode-se ver que as pessoas, carroças e cavalos estão parados no momento. Por conta disso, a artista plástica Ruth Sprung Tarasantchi critica que Calixto não soube retratar bem cavalos nem cachorros. Para ela, o animal melhor retratado pelo pintor eram as vacas.

Ainda à esquerda da obra, há a fábrica de tecidos do Major Diogo de Barros, ao fundo, com diversas chaminés soltando fumaça. No centro, as casas ocupam o espaço que hoje é conhecida pela Rua 25 de Março.
Em segundo plano, o Rio Tamanduateí inundando a Várzea do Carmo, mais especificamente a região que hoje é o Parque Dom Pedro, com duas estradas retilíneas, que o cortam. Nelas, pessoas cruzam com suas carruagens.
Por ser uma visão panorâmica, é possível ter uma ideia da amplitude da cidade, com detalhes do horizonte urbano e paisagístico. É o que acontece no segundo plano, por exemplo, onde é representado o bairro do Brás. À distância, é possível ver casas e fumaça saindo de algumas chaminés, além do horizonte. À esquerda, ainda no terceiro plano, está a Serra da Cantareira.
Benedito Calixto fez, nesta obra, com que o Rio Tamanduateí adquirisse o papel principal. Antes, os rios eram retratados em pequenos suportes. Esta era uma característica do artista - mesmo tendo estudado na França e conhecido inúmeros outros pintores, não se deixava influenciar pelos seus estilos. A autora Ana Cláudia Fonseca Breve, no entanto, tem outra visão da obra: o Rio Tamanduateí, nas palavras dela, é "um imenso território vazio que fica entre o centro de São Paulo e o Brás, não sendo um objeto principal, mas sim a falta dele.

== Contexto ==
No século XIX, com a vinda da família real portuguesa para o Brasil e a transformação de colônia para capital, investimentos em diversos campos foram realizados, incluindo o das artes. Isso fez com que artistas franceses viessem ao Brasil na chamada Missão Artística Francesa. Neste contexto, as obras de Benedito Calixto fizeram sucesso, fazendo com que ele fosse convidado a ir estudar arte em Paris, em 1883.
Calixto não tinha frequentado nenhum ateliê ou a Academia Imperial de Belas Artes, do Rio de Janeiro, como grande parte dos artistas brasileiros. Na França, ficou apenas um ano, não conseguindo se adaptar à vida parisiense. No entanto, de lá trouxe a paixão pelo estudo da tradição e da história.
No final dos oitocentos, Benedito Calixto se preocupou e

Base: Wikipédia (CC BY-SA 4.0)

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