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Largo da Memória

O Largo da Memória é um logradouro histórico localizado no centro da cidade de São Paulo, no Brasil, no início da Rua Sete de Abril. Considerado um símbolo e referência do processo de urbanização da capital do Estado de São Paulo, é delimitado por um "triângulo" criado não intencionalmente que, posteriormente, em função da necessidade de urbanização, se tornou as ruas Coronel Xavier de Toledo e Quirino de Andrade e a Ladeira da Memória, que deu origem ao nome do largo, próximo ao Vale do Anhangabaú, atualmente fazendo parte da Praça da Bandeira. Criado no fim do período colonial, o largo abriga o primeiro e, portanto, mais antigo monumento de São Paulo, o Obelisco do Piques, inaugurado em 1814.

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Sobre Largo da Memória

O Largo da Memória é um logradouro histórico localizado no centro da cidade de São Paulo, no Brasil, no início da Rua Sete de Abril (antiga Rua da Palha). Considerado um símbolo e referência do processo de urbanização da capital do Estado de São Paulo, é delimitado por um "triângulo" criado não intencionalmente (ou seja, de modo natural) que, posteriormente, em função da necessidade de urbanização, se tornou as ruas Coronel Xavier de Toledo (anteriormente conhecida como Rua do Paredão) e Quirino de Andrade (anteriormente Ladeira do Piques) e a Ladeira da Memória, que deu origem ao nome do largo, próximo ao Vale do Anhangabaú, atualmente fazendo parte da Praça da Bandeira. Criado no fim do período colonial, o largo abriga o primeiro e, portanto, mais antigo monumento de São Paulo, o Obelisco do Piques, inaugurado em 1814.
O local já passou por várias mudanças, inclusive de nome, teve a colocação de muros, escadarias e um pórtico. Em 1945, Henrique Manzo, tendo como referência a fotografia "Paredão de Piques, Ladeiras da Consolação e da Rua da Palha, 1862", publicada no Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, de Militão Augusto de Azevedo, criou a obra do gênero pintura histórica nomeada Piques, 1860, por encomenda do diretor do Museu Paulista, na época Afonso d'Escragnolle Taunay.

== História ==
O largo foi construído no local antes conhecido como "Piques", um barranco de forma triangular que servia de entrada e saída da cidade de São Paulo para os tropeiros que transportavam mercadorias. Na época em que foi construído o largo, eram utilizados animais para transporte de cargas e mercadorias, e seus donos costumavam fazer uma parada para encher seus recipientes de água na bica ali presente e para seus animais se revigorarem após longas jornadas, além, também, de ali ser um local para reunião dos moradores.
No largo, também funcionou um mercado de escravos. Os donos de negros ou mulatos, quando queriam vendê-los, levavam-nos ao Largo do Piques, onde, aos sábados, havia leilões e compra e venda de gente escravizada. Alguém que quisesse vender ou comprar escravos ia ao mercado de negros do Largo do Piques.
Em 1814, o governo provisório da Capitania de São Paulo constituído pelo bispo D. Mateus de Abreu, o ouvidor D. Nuno Eugênio de Lossio e pelo chefe de esquadra Miguel José de Oliveira Pinto, triunvirato que governou entre 1813 e 1814, encarregou o engenheiro militar Daniel Pedro Müller da construção da Estrada dos Piques, que facilitaria a comunicação entre São Paulo e as cidades do interior, de um muro de arrimo e de um chafariz novo (em formato de casinha acachapada). O patrimônio, que ficou conhecido como Largo da Memória, era localizado na fronteira com a "Cidade Nova", que ficava do lado oposto ao Ribeirão Anhangabaú.
A partir do alargamento das ladeiras do Pique e da Palha, Müller construiu o largo e o chafariz e com a sobra de material de outra obra solicitou ao mestre pedreiro Vicente Gomes Pereira (Mestre Vicentinho) a construção do obelisco "à memória do zelo do bem público" demonstrado pelo governo. O obelisco feito em pedra de cantaria e se localizava dentro de uma bacia de alvenaria com grades de ferro. A obra seria a celebração do encerramento de um dos governos interinos do bispo Dom Mateus ou do fim de uma seca que castigara a região naquele ano. A Pirâmide do Piques é considerada o primeiro monumento de São Paulo ou, como definiu Roberto Pompeu de Toledo em seu livro A Capital da Solidão, a "primeira obra inútil", cuja "função não dizia respeito a nenhum aspecto prático da vida". "A pirâmide era sinal de que São Paulo deixava de ter a função de mero posto avançado para a conversão dos índios", escreveu o autor.
Durante o século XIX, foi uma das "portas de entrada" da cidade, por situar-se no encontro entre os trajetos com destino a Sorocaba, Pinheiros, Anastácio e Água Fria, e um importante ponto de encontro dos moradores da província, viajantes e escravos, atraídos pela água potável fornecida pelo chafariz

Base: Wikipédia (CC BY-SA 4.0)

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